segunda-feira, 21 de maio de 2012

A inteligência! É uma questão de química orgânica, nada mais. Não somos mais responsáveis por sermos inteligentes do que por sermos estúpidos.

Um comentário:

  1. Os Haletos Orgânicos e a Medicina

    A partir do início deste século, com a descoberta dos grupos sangüíneos, a prática da transfusão de sangue tem sido feita com bastante sucesso e segurança, o que tem feiro aumentar a demanda de sangue e seus derivados. Porém, devido à complexidade dos complexos cirúrgicos e aos riscos de transmissão de alguns tipos de hepatite, do Trypanossoma cruzi e do HIV, torna-se imperiosa a pesquisas no sentido de desenvolver substâncias que possam substituir o sangue e seus derivados.

    Uma substância, para ser eficiente na substituição do sangue, deve atender a uma série de exigências, tais como: garantir a circulação, ter compatibilidade universal, não exercer efeitos adversos sobre as células, não ser tóxica nem cancerígena e ser excretada totalmente pelo organismo. Além disso deve Ter baixo custo, alta durabilidade e ser facilmente estocável.

    Um tipo destas substâncias denominadas perfluoroquímicos, foi inicialmente testados em ratos. Seu uso substituindo todo o sangue, não produz nenhuma alteração nos animais, que continuam a se alimentar normalmente, não "sangram" com pequenos cortes e nem desenvolvem infecções. Quando, após sete dias, o sangue é reposto, os animais continuam a se desenvolver normalmente. Desde 1979 esses produtos têm sido administrados nos Estados Unidos, em seres humanos, principalmente nos membros da religião Testemunhas de Jeová que, por motivos religiosos, são impedidos de receberem transfusões sangüíneas.

    (USBERCO, J. & SALVADOR. Química. Vol. 3, 1.ª ed., São Paulo: Saraiva: 214: 1995)

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